Se emagrecer pode ser tarefa difícil, manter-se magro é ainda mais desafiador

Se emagrecer pode ser tarefa difícil, manter-se magro é ainda mais desafiador

Isso acontece porque o corpo luta para voltar ao peso original. Não é apenas impressão. Estudos mostram que o organismo começa a reagir quando elimina entre 5 e 10% do peso. É uma adaptação biológica para tentar conservar o máximo de energia (inclusive na forma de gordura).

“O corpo diminui a produção de hormônios que tiram o apetite e eleva aqueles que aumentam a fome”, conta Maria Teresa Zanella, professora da Universidade Federal de São Paulo. Daí a necessidade de ajustes na rotina para driblar essa espécie de autossabotagem.

Ainda que a pessoa siga em frente com sua reeducação alimentar, outra pedra pode surgir no caminho: o efeito platô, quando o ponteiro da balança não baixa mais.

“Esse é mais um mecanismo de proteção natural, que aciona o metabolismo econômico. Por isso, é importante evitar dietas muito restritivas para o organismo não se ressentir e preservar o novo peso”, ensina o expert em nutrição Antonio Herbert Lancha Jr., professor da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo.

Para emagrecer de maneira sustentável e atingir os objetivos propostos, não dá para se fiar apenas em um regime temporário ou radical. Realinhar a ingestão de certos nutrientes e praticar atividade física no dia a dia costuma ser decisivo. Isso porque ajuda a preservar massa muscular, um dos tecidos do corpo que mais torram calorias.

E ainda que a meta seja alcançada, vale ficar de olho em eventuais deslizes, que muitas vezes levam a um ganho de peso rápido.

De acordo com Lancha Jr., o ideal seria manter-se magro por sete a dez anos para o corpo estabelecer um novo padrão. Por isso, mudanças consistentes na alimentação, como incluir mais vegetais e fontes de proteínas magras, além de regularidade nos exercícios, são um caminho incontornável para emagrecer de forma duradoura.

Fonte: Revista Saúde

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