Quatro mitos e verdades sobre a má digestão

Entenda quais razões e hábitos comuns propiciam o sintoma. Você sabia que a mistura de alimentos pesados no estômago e até a deglutição de ar durante o ato de comer ou beber podem desencadear o incômodo?

A má digestão pode ocorrer por diversos motivos, mesmo nos casos em que se consomem alimentos mais saudáveis. É um distúrbio da digestão caracterizado por um conjunto de sintomas relacionados ao trato gastrointestinal superior, como dor, queimação ou desconforto na região superior do abdômen. O aparecimento ou piora pode estar relacionado à alimentação ou ao estresse.2 De acordo com uma pesquisa do IBOPE Inteligência1, realizada em novembro de 2016 com 2002 entrevistados no Brasil encomendada por Eparema®, nos dois últimos anos houve um aumento de 9% no aparecimento dos sintomas da má digestão entre as classes sociais A/B. Além disso, os moradores da região Sudeste também passaram a apresentar mais sintomas de má digestão, atingindo, no mesmo, período, uma porcentagem 43 a 52% dos entrevistados.

A opção de medicamentos fitoterápicos, obtidos a partir de plantas medicinais e que passam por testes de segurança e qualidade, é uma opção para o alívio dos sintomas da má digestão.3,4 Porém, situações do dia-a-dia podem tanto aumentar como diminuir este incômodo e, para entender melhor sobre o tema, o Dr. Joaquim Prado Moraes-Filho, Professor de Gastroenterologia da USP e Presidente da Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia, traz uma lista sobre os mitos e verdades mais comentados e questionados sobre o assunto.

1. Existem alimentos que dificultam a boa digestão? Verdade

De acordo com o doutor, “alguns alimentos podem retardar o tempo de esvaziamento gástrico e, eventualmente, provocarem sensação de estufamento e desconforto na região do estômago”. Ele refere que alimentos gordurosos, em particular, costumam propiciar este esvaziamento gástrico mais lento, provocando a má digestão. No entanto, outros fatores também podem contribuir para o quadro, como ingerir bebidas gasosas durante as refeições, comer rapidamente e estresse. Além disso, é recomendável evitar o consumo frequente de produtos que raramente estão presentes nas refeições habituais, pois também podem provocar o sintoma com mais facilidade.

2. Má digestão pode provocar doenças graves? Mito

O incômodo, em si, não provoca doenças graves, mas pode ser um dos sintomas delas. Em geral, a condição é um sintoma passageiro com duração de um ou poucos dias. O especialista destaca que quando o sintoma se torna persistente, apesar dos cuidados tomados, convém ouvir o clínico e este, através do interrogatório médico bem elaborado juntamente ao exame físico, poderá solicitar a realização de exames específicos para descartar enfermidades como gastrite, úlcera e neoplasias. ‘Dessa forma, é importante estar sempre atento ao tempo e formato dos sintomas e não hesitar em procurar auxílio médico’, reforça.

3. Comidas saudáveis evitam a má digestão? Verdade

A alimentação saudável consiste na ingestão de alimentos naturais às refeições, com moderação nas gorduras e alimentos muito temperados. A quantidade a ser ingerida é variável de pessoa a pessoa conforme o peso, idade, altura e outros aspectos fisiológicas. O Dr. Prado esclarece que, de modo geral, uma dieta balanceada inclui alimentos proteicos, como frango, peixe, carne vermelha não-gordurosa e ovos, açúcares, leite e derivados, legumes e frutas. “Em correta quantidade, a alimentação saudável não promove a má digestão e é crucial para a manutenção da qualidade da saúde”, afirma.

4. Beber durante as refeições provoca má digestão? Mito

O ato dificulta a boa digestão, mas não necessariamente provoca o incômodo. O especialista aponta que a ingestão moderada de água e eventualmente vinho, durante as refeições, não deve dificultar a boa digestão. “O que efetivamente pode comprometer o processo digestório por conta da do estômago é a ingestão de bebidas gasosas, sobretudo em grandes quantidades”. Outros fatores que contribuem para a digestão saudável é também considerar o modo de comer e o ambiente da hora da refeição. O médico indica que, sempre que possível, o local deve ser tranquilo, sem grandes movimentações, e a mastigação pausada, nutrindo o corpo de energias e calorias para seu correto funcionamento.

Por Débora Paris
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