Hipertensão e obesidade – entenda a relação entre estes dois problemas

Hipertensão e obesidade – entenda a relação entre estes dois problemas

Estimativas do Ministério da Saúde indicam que quase 30% da população brasileira têm pressão alta. E aproximadamente 70% dos homens e 61% das mulheres com hipertensão são obesos, ou seja, têm um índice de massa corporal superior a 30 kg/m².

Endocrinologista e coordenadora do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares, a dra. Claudia Cozer Kalil explica que o ganho de peso está associado ao aumento de insulina plasmática — hormônio que favorece a absorção de sódio pelos rins, o aumento do volume sanguíneo circulante e a atividade vascular. “Essa condição aumenta a ativação do sistema nervoso simpático, a liberação de noradrenalina e a perda da regulação da pressão sanguínea”, ressalta a médica. “Ao perder peso, muitas pessoas acabam também diminuindo a pressão arterial”, acrescenta.

A hipertensão é uma doença cardiovascular crônica e é diagnosticada nas pessoas que apresentam, constantemente, a pressão arterial igual ou superior a 140 x 90 mmHg (14 por 9). Se não for controlada, a pressão alta pode causar ao longo do tempo:

– Insuficiência cardíaca
– Infarto agudo do miocárdio
– Acidente vascular cerebral (AVC)
– Insuficiência renal

Um programa que visa promover estilos de vida mais saudáveis aos funcionários e colaboradores e aos pacientes com risco acrescido de desenvolver hipertensão. Ou seja, filhos de pais hipertensos, jovens obesos ou sedentários.

O Serviço de Hipertensão Arterial tem como foco também o atendimento de pessoas com hipertensão arterial de difícil controle (hipertensão arterial resistente). Para esses pacientes, os médicos procuram ajustar as medicações; investigam as potenciais causas dos quadros mais graves; e realizam cuidados específicos para proteger os diferentes órgãos que possam ser afetados pela hipertensão.

Outro serviço especializado na hipertensão é a Monitorização da Pressão Arterial, conhecida pela sigla MAPA. Trata-se de um método de registro da pressão arterial durante a vigília (período em que o paciente está acordado) e o período de sono em intervalos programados de 20 minutos. Suas principais vantagens são o diagnóstico preciso da hipertensão arterial, pois é um método que avalia a pressão arterial enquanto o indivíduo executa suas atividades habituais, e a avaliação do efeito da medicação anti-hipertensiva durante as 24 horas do dia.

Por Dra. Claudia Cozer Kalil
Hospital Sírio-Libanês